Assistência médica no estado do Amazonas no Brasil em 'colapso' com o aumento das infecções por Covid-19

 O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse na sexta-feira que "todos os meios" estão sendo disponibilizados para ajudar o maior estado do país, o Amazonas, onde os hospitais estão ficando sem leitos e tanques de oxigênio em meio a infecções por coronavírus.

Sua reclamação veio um dia depois que o ministro da Saúde do Brasil, Eduardo Pazuello, descreveu o sistema de saúde na capital do estado do Amazonas, Manaus, como estando em "colapso".

“Eu diria que sim, há um colapso na saúde em Manaus. A fila para conseguir leito de hospital cresceu muito, hoje temos cerca de 480 pessoas esperando na fila. E a realidade é que há menor oferta de oxigênio - - não uma interrupção, mas um fornecimento menor de oxigênio ", disse ele durante um live no Facebook com o Bolsonaro na quinta-feira.



Médicos e enfermeiras foram citados em reportagens locais como dizendo que pacientes estão morrendo de asfixia nos hospitais da cidade por falta de oxigênio.

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mobiblog/fonte CNN 

Bolsonaro postou em sua página oficial do Facebook na sexta-feira que “todos os meios estão disponíveis para a população de Manaus”.

Pazuello está em Manaus há três dias, disse o presidente, e o governo federal providenciou "oxigênio, suprimentos e transferência de pacientes para hospitais federais".

A Força Aérea brasileira entregou seis cilindros de oxigênio líquido, totalizando 9,3 mil quilos, para Manaus na manhã de sexta-feira. Também transportou nove pacientes e cinco médicos de Manaus para a cidade de Teresina, no estado do Piauí.

Falando em Brasília, o vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão, disse que não há como prever o colapso do sistema público de saúde e culpou uma nova variante do coronavírus que está circulando na cidade.



“Não dá para prever o que aconteceria com essa cepa que está ocorrendo em Manaus.

 Totalmente diferente do que havia acontecido no primeiro semestre”, disse Mourão.

Em setembro passado, pesquisa liderada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) recomendou um bloqueio após constatar que Manaus vivia uma segunda onda da doença. O governo do Amazonas negou a segunda leva de casos da Covid na época.

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Manaus, conhecida mundialmente como a porta de entrada para a região amazônica, também sofreu muito com a primeira onda da pandemia entre abril e maio, quando seus sistemas de saúde pública e funeral entraram em colapso.

"Coveiros enterram uma vítima de Covid-19 enquanto cercados por parentes no cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus, em 13 de janeiro de 2021".

O número de mortos Covid-19 no Brasil é o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. De acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, houve mais de 207.000 mortes por Covid-19 no Brasil e mais de 8,3 milhões de casos notificados de coronavírus.

Um relatório da Human Rights Watch (HRW) publicado na quarta-feira acusou Bolsonaro de ter "tentado sabotar medidas de saúde pública destinadas a conter a propagação do Covid-19" no início da pandemia.

O governo do estado do Amazonas anunciou na quinta-feira medidas emergenciais - incluindo toque de recolher noturno, proibição de transporte público e transporte aéreo de pacientes para outros estados brasileiros - enquanto enfrenta a última crise.

“Hoje estamos no momento mais crítico da pandemia, que não tem precedentes no estado do Amazonas. Estamos enfrentando muita dificuldade para conseguir suprimentos médicos. E como todos estão acompanhando, nossa principal dificuldade agora é conseguir oxigênio ", Disse o governador do Amazonas, Wilson Lima, em entrevista coletiva na quinta-feira.

A demanda por oxigênio aumentou cinco vezes nos últimos 15 dias, de acordo com o governo estadual.

Cerca de 235 pacientes serão transportados de avião para cinco outros estados brasileiros, tuitou o governo estadual na quinta-feira. Ele disse que as transferências foram necessárias devido à escassez de oxigênio no estado.

O chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, disse na quinta-feira que conversou com Lima e se ofereceu imediatamente para enviar tanques de oxigênio. "Solidariedade latino-americana acima de tudo!" ele twittou. Lima respondeu: "O povo amazonense muito obrigado!"

Ministro: Vacinações começarão 'em janeiro'

A vacinação da Covid-19 ainda não foi iniciada no Brasil, apesar de seu forte histórico em programas nacionais de vacinação.

Em declarações na quinta-feira, Pazuello disse que o Brasil começará a vacinar as pessoas em janeiro, mas não especificou uma data.

Vacina já


Os cientistas temem o & # 39; mutante de escape & # 39; na variante do coronavírus da África do Sul

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“Em janeiro vamos começar a vacinar. No começo com 2, 6 ou 8 milhões de doses”, disse o ministro da saúde. “E em fevereiro teremos produção em massa, e nosso Programa Nacional de Vacinação, que fazemos há 45 anos, estará à frente de todos no mundo inteiro, incluindo os Estados Unidos”.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reunirá neste domingo para decidir se dá as aprovações emergenciais às vacinas Oxford / AstraZeneca e Sinovac, segundo a agência oficial de notícias Agencia Brasil.

Bolsonaro adivinhou publicamente a urgência da imunização, depreciando "a corrida por uma vacina" em comentários feitos no mês passado.


“A pandemia está realmente chegando ao fim, os números mostram isso, estamos lidando com pequenos aumentos agora”, disse, segundo a CNN Brasil. “Mas a corrida pela vacina não se justifica porque você está brincando com a vida das pessoas”.

Em seu Relatório Mundial 2021, a Human Rights Watch lembrou como o presidente de direita repetidamente minimizou o perigo representado pelo coronavírus, chamando-o de "uma pequena gripe" e espalhando informações enganosas sobre a pandemia.


Bolsonaro "se recusou a tomar medidas para proteger a si mesmo e às pessoas ao seu redor; disseminou informações enganosas; e tentou impedir que os Estados impusessem regras de distanciamento social", disse o relatório.

"Seu governo tentou ocultar os dados do Covid-19 do público. Ele demitiu seu ministro da saúde por defender as recomendações da Organização Mundial da Saúde, e o ministro da saúde substituto se demitiu em oposição à defesa do presidente de um medicamento não comprovado para tratar o Covid-19."

Doria tira o sono do Jair

Anna Livia Arida, diretora associada do Brasil da Human Rights Watch, também reconheceu o papel de outras instituições governamentais, como a Suprema Corte e o Congresso, em ajudar a "bloquear muitas, embora não todas, as políticas anti-direitos do Bolsonaro".

Ministério defende registro de direitos

De acordo com a CNN Brasil, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos emitiu um comunicado na quarta-feira argumentando que o relatório da HRW "ignora as medidas tomadas pelo governo para proteger os direitos humanos durante a pandemia".

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Inúmeros projetos voltados para a ajuda a crianças, adolescentes, mulheres e idosos foram mencionados no comunicado, dizendo que eram "uma forma de ajuda governamental aos desenvolvimentos socioeconômicos que ocorreram na pandemia", segundo a CNN Brasil.

A CNN entrou em contato com o escritório de Bolsonaro para comentar.

Enquanto isso, um estudo do Instituto de Saúde Global de Barcelona, publicado sexta-feira, descobriu que "a disseminação do Covid-19 no Brasil sobrecarregou os sistemas de saúde em todas as regiões do país, especialmente em áreas onde eles já eram frágeis".

Os resultados, baseados na análise dos primeiros 250.000 pacientes internados em hospitais no país, "revelam que uma grande porcentagem dos pacientes da Covid-19 que foram hospitalizados no Brasil necessitaram de cuidados intensivos e suporte respiratório, e muitos não sobreviveram".

Os pesquisadores também encontraram diferenças regionais na mortalidade, com pacientes no norte e no nordeste do país em pior situação do que os do sul.

O Reino Unido impôs uma proibição na sexta-feira às chegadas do Brasil, uma dezena de países latino-americanos, Cabo Verde e Portugal, que tem fortes ligações com o Brasil, em meio a preocupações de que a nova variante do coronavírus brasileiro possa se espalhar para o Reino Unido.

As autoridades britânicas já estão lutando para conter uma variante mais contagiosa detectada pela primeira vez no Reino Unido no ano passado.

O ministro dos Transportes do Reino Unido, Grant Shapps, disse que os cientistas que examinaram a mutação descoberta no Brasil estavam preocupados "não tanto que a vacina não funcione, na verdade os cientistas acham que funcionará, mas apenas o fato de ser mais disseminável".

Fonte: Tatiana Arias da CNN Internacional contribuiu para este relatório.


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